Na contagem regressiva para o encerramento do prazo das convenções partidárias, a cena política piauiense ganha novos contornos
O Avante prepara os últimos ajustes para a sua segunda convenção, marcada para esta quarta-feira (5 de agosto), às 11h em um hotel na zona leste de Teresina. A ordem que vem de cima é clara: consolidar posições, pacificar divergências internas e garantir um espaço estratégico nas urnas.
A nova convocação ocorre após uma semana conturbada nos bastidores da sigla. Na semana passada, o grupo liderado por Gustavo Henrique chegou a realizar um primeiro ato de convenção. No entanto, o movimento expôs o racha interno e desencadeou uma intensa disputa jurídica e administrativa pelo comando do diretório estadual. A executiva nacional do Avante interveio diretamente no caso, desautorizou os atos anteriores e enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) uma nova comissão provisória, anulando as decisões do grupo dissidente e invalidando a eficácia daquela primeira reunião.

Em conversa com a coluna, Antônio José Lira detalhou os rumos traçados pela direção nacional. Segundo ele, o partido foca na formação de uma chapa própria voltada exclusivamente para a Câmara dos Deputados. Já na disputa para o Senado, os nomes de Antônio José Lira e do Pastor Senna seguem em diálogo, sob a premissa de somar forças para o grupo.
“Não existe divisão de partido, existe um partido e o partido é o Avante. Não tenho nada pessoal contra o Gustavo Henrique, sempre tivemos uma boa relação de amizade. A nacional enviou a nominata com o doutor Adiel na presidência e eu na vice. O importante é o Avante unido, recebendo a orientação nacional, até porque é isso que garante a diretriz da sigla”, pontuou à coluna.
A principal aposta do Avante no estado é a coligação formal com o Partido Novo, declarando apoio à candidatura de Eliseu Aguiar ao governo do Piauí.
“Nós iremos nos coligar com o Partido Novo, que tem o nosso candidato ao governo, Eliseu Aguiar. Ele fará essa chamada retificatória na Justiça Eleitoral para que se feche a coligação dentro da legalidade”, explicou Antônio José Lira.
Por Lívia Pessoa – Cidadeverde.com





