Fiscalização passou por 67 estabelecimentos em 18 municípios e encontrou gasolina com até 35% de etanol e bombas entregando menos combustível que o registrado
Vinte e quatro postos de combustíveis foram autuados pelo Procon/MPPI durante uma operação realizada em 18 municípios do Piauí. Entre as irregularidades encontradas estavam gasolina com excesso de etanol e bombas que registravam no visor uma quantidade maior do que o volume efetivamente entregue ao consumidor.

A Operação Petróleo Real fiscalizou 67 postos na região de Corrente e foi realizada pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MPPI), em parceria com o Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi).
Dos 24 estabelecimentos autuados, 14 apresentaram gasolina com percentual de etanol anidro acima do permitido. Outros sete foram autuados por problemas nas bombas de abastecimento, conhecidos como “bomba baixa”.
Gasolina chegou a ter 35% de etanol
A fiscalização identificou amostras de gasolina com até 35% de etanol anidro.
Desde 1º de agosto de 2026, a gasolina comum deve conter 32% de etanol anidro, com tolerância de um ponto percentual para mais ou para menos.
Segundo as informações divulgadas pelo Procon/MPPI, a composição fora do padrão pode reduzir o rendimento do veículo. Em carros que não são flex, uma mistura acima do limite permitido também pode provocar problemas no funcionamento do motor.
Bombas entregavam menos combustível
As equipes também encontraram sete casos de “bomba baixa”. O problema ocorre quando o consumidor paga por determinada quantidade de combustível, mas recebe um volume menor do que o indicado no visor da bomba.
A Portaria Inmetro nº 227/2022 estabelece diferença máxima de 0,5%, o equivalente a 100 mililitros em um abastecimento de 20 litros.
Durante a operação, porém, foram encontradas diferenças entre 180 e 240 mililitros a cada 20 litros abastecidos. Em alguns casos, o volume que deixou de ser entregue chegou a ser 2,4 vezes maior que o limite permitido.
A coordenadora-geral do Procon/MPPI, promotora de Justiça Micheline Serejo, afirmou que a fiscalização busca garantir que o consumidor receba a quantidade de combustível pela qual pagou e um produto dentro das especificações estabelecidas.
“Quem abastece tem direito ao volume que paga e ao combustível dentro da especificação da lei. A Operação Petróleo Real leva a fiscalização aos municípios do interior, onde o consumidor muitas vezes não tem a quem recorrer. Vamos continuar em campo para coibir irregularidades e proteger o consumidor piauiense”, afirmou.
Como denunciar irregularidades
O Procon/MPPI orienta os consumidores a denunciarem possíveis irregularidades encontradas em postos de combustíveis.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone (86) 2222-8107, pelo e-mail [email protected] ou presencialmente na sede do Procon/MPPI, na Avenida Lindolfo Monteiro, nº 911, bairro de Fátima, em Teresina.
As reclamações também podem ajudar o órgão a definir os locais de novas fiscalizações no estado.





