Ação Civil Pública aponta colapso na rede, prejuízos a escolas e distribuição emergencial por caminhões-pipa; prefeitura exige medidas imediatas contra concessionária.
Por Redação da Coluna Giro 360
A administração municipal de Santo Inácio do Piauí, sob a gestão do prefeito Dr. Auro Aparecido, ingressou com uma Ação Civil Pública com pedido de liminar na Comarca de Simplício Mendes contra a empresa Águas do Piauí. O objetivo da medida judicial é obrigar a concessionária a restabelecer de forma definitiva e imediata a distribuição de água potável no município.
Conforme a peça jurídica apresentada pelo poder executivo local, a cidade enfrenta um cenário crítico de escassez que se arrasta e se intensificou significativamente no segundo semestre. A falta de regularidade no fluxo de água afeta bairros inteiros e tem prejudicado gravemente a rotina dos moradores e de instituições essenciais.

Escolas prejudicadas e água turva nas torneiras
A crise no abastecimento ultrapassou os limites residenciais e comprometeu as atividades pedagógicas na rede de ensino. Instituições como o CETI João de Sousa Moura, a Escola Municipal Pedro Ferreira e a Escola Tia Loura registraram transtornos operacionais decorrentes da interrupção do serviço público básico.
Para contornar o desabastecimento nas salas de aula e em comunidades mais atingidas, a prefeitura informou ter montado uma operação de emergência utilizando caminhões-pipa. Contudo, a gestão ressalta no processo que a medida paliativa não substitui a responsabilidade legal da prestadora do serviço.
A petição anexou relatórios de reclamações, vídeos de torneiras secas, registros de vazamentos, obras inacabadas e relatos de água entregue com aspecto visivelmente turvo. Na ação, o município argumenta que os moradores não podem aceitar a falta de água como rotina, nem depender continuamente de caminhões-pipa para manter os serviços públicos funcionando.
Entre os pedidos feitos ao Judiciário, a administração exige que a Águas do Piauí apresente, em até seis horas após intimação, um responsável técnico para interlocução direta com a cidade. Também solicita um relatório completo sobre a situação de bombas, poços e reservatórios, um plano de contingência para manter o fornecimento e testes laboratoriais para checar a qualidade e a turbidez da água.
Até o momento, nenhum representante da concessionária Águas do Piauí foi localizado para comentar o caso.





