Trabalhadores cobram manutenção do custeio do plano de saúde, reajuste salarial e são contra o fechamento de agências
Os servidores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas pelas federações e sindicatos da categoria. No Piauí, os trabalhadores também aderiram ao movimento e cobram avanços nas negociações com a empresa.

Entre as principais reivindicações estão a manutenção do pagamento de 62% do plano de saúde pelos Correios, reajuste de 4,35% nos salários, gratificações e ticket-alimentação, além do pagamento do chamado “vale-peru”, benefício concedido aos funcionários no período de Natal.
A categoria também é contrária ao fechamento de agências dos Correios.
Plano de saúde é principal impasse
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí (Sintect-PI), Edilson Rodrigues, o plano de saúde é o principal ponto de divergência entre os trabalhadores e a empresa.
“O principal foco é a questão do plano de saúde, sem falar que temos outros problemas oriundos de anos passados. E agora a empresa também tomou a decisão de fechar agências em todo o país. O Piauí também não é diferente, já fechou uma e tem estudos para fechar, inclusive, agências dos Correios no interior, o que é um absurdo”, afirmou.
De acordo com o sindicato, os Correios possuem atualmente cerca de 1.100 trabalhadores no Piauí. O número de servidores foi reduzido após a adesão de funcionários a um Programa de Demissão Voluntária.
O Sintect-PI informou que tentou chegar a um acordo com a empresa antes da paralisação. As negociações também foram discutidas em uma reunião realizada junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve avanço suficiente para evitar a greve.
Correios apresentam outra versão
Em nota, os Correios afirmaram que apresentaram uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.
Segundo a empresa, a proposta prevê reajuste de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Os Correios também informaram que colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios após o início da paralisação. A medida prevê o remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para tentar manter a regularidade das entregas e reduzir possíveis impactos aos clientes.
A empresa afirmou ainda que segue empenhada na construção de uma solução negociada e reafirmou o compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade dos serviços postais.
Greve segue por tempo indeterminado
Sem um acordo entre as partes, a greve segue por tempo indeterminado. Os trabalhadores aguardam novas orientações das entidades sindicais e uma possível retomada das negociações com os Correios.
“Agora estamos aguardando a orientação nacional dos sindicatos e, certamente, a empresa chamar para tentar ver uma via de fato, uma negociação de fato, que possa atender aos anseios da nossa categoria”, concluiu Edilson Rodrigues.
Nota dos Correios
Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.
Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.
A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira.
Mais informações serão divulgadas oportunamente.





