Vice-presidente Geraldo Alckmin, vacina Lula no lançamento da campanha de imunização

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O Presidente tomou a vacina bivalente da Pfizer, direcionada inicialmente para grupos de risco, como idosos e imunocomprometidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou nesta segunda-feira a quinta dose da vacina contra covid-19 durante evento que lançou a campanha Movimento Nacional pela Vacinação, com o objetivo de incentivar a imunização no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin aplicou a dose no presidente.

foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula e a ministra Nísia Trindade (Saúde) visitaram um posto de saúde no Guará, em Brasília. Além de Lula, 3 populares receberam a dose durante o evento.

O mascote “Zé Gotinha”, símbolo das campanhas de vacinação no país, foi aplaudido pelos apoiadores do presidente quando chegou no evento e permaneceu o tempo todo no palco, ao lado das autoridades e dos convidados. Lula e Zé Gotinha posaram para fotos.

Lula tomou a vacina bivalente da Pfizer, direcionada inicialmente para grupos de risco, como idosos e imunocomprometidos.

O lançamento da campanha do governo acontece no mesmo dia em que essas doses, que são eficazes no combate tanto do novo coronavírus original quanto de suas variantes mais recentes, como a ômicron, começaram a ser aplicadas no país.

Além da ministra, Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, Márcio Macedo (ministro da Secretaria-geral), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), e da governadora do DF, Celina Leão.

Com o ato de se vacinar publicamente, Lula busca se contrapor ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirmou em público diversas vezes que não se imunizou contra a doença e colocou a segurança e a eficácia dos imunizantes em dúvida. O petista, por sua vez, divulgou ter tomado as quatro doses da vacina, antes de ser eleito.

Após receber a dose da vacina, Lula fez um “apelo” para que a população não acredite no negacionismo contra as vacinas. O presidente ressaltou que a imunização é importante para “evitar desgraças maiores”.

— Queria fazer um apelo a cada mãe, avó, pai, avô, adolescente, a cada criança, que a gente não acredite no negacionismo, que não acredite nas bobagens que se fala contra a vacina. Você pode até não gostar de você e não querer tomar vacina, mas tem obrigação de gostar do seu filho, da sua mãe, do seu pai. É importante garantir que as pessoas tomem vacina para evitar desgraças maiores na vida da gente

Lula afirmou que não querer tomar vacina é um “direito de qualquer um”, mas que receber as doses dos imunizantes de qualquer doença é um gesto de “responsabilidade e garantia” para os familiares.

–A vacina é a única garantia que você tem de não morrer por falta de responsabilidade, a vacina é uma garantia de vida. Por isso, eu hoje tomei minha quinta vacina e se tiver a sexta, eu tomo a sexta. Se tiver a sétima, eu tomo a sétima. Eu tenho 77 anos, eu tomo vacina porque eu gosto da vida, porque a vida é o dom maior que Deus me deu. Essa vida tem que ser preservada. Não tenha medo do Zé Gotinha. O Zé Gotinha significa só amor e nada mais do que isso — afirmou Lula ao final de seu discurso.

A data da cerimônia foi escolhida porque no domingo completaram-se três anos do dia em que foi confirmado o primeiro caso de infecção pela Covid-19 no Brasil, em 2020. Desde então, a doença matou quase 700 mil pessoas no país.

Campanha de vacinação

O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira, o Movimento Nacional pela Vacinação do país. Com o tema “Vacina é vida. Vacina é para todos”, a mobilização tem como prioridade retomar a alta cobertura vacinal no país, sobretudo contra a Covid-19.

As chamadas vacinas bivalentes contra o coronavírus começam a ser aplicadas em idosos a partir de 70 anos; pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILP) a partir de 12 anos (abrigados e os trabalhadores dessas instituições); imunossuprimidos a partir de 12 anos e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Segundo a Saúde, cerca de 18 milhões de brasileiros compõem o grupo.

A segunda fase está prevista para 6 de março, à faixa etária de 60 a 69 anos. Gestantes e mulheres em puerpério podem tomar a bivalente também em março, a partir do dia 20. Pessoas com deficiência, profissionais da saúde e pessoas privadas de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas compõem a última fase do grupo prioritário, com aplicação a partir de abril.

As doses bivalentes contra a Covid são da farmacêutica Pfizer chegaram em dezembro no Brasil e contam com uma parte da variante Ômicron em sua formulação, de modo a ampliar a proteção contra o vírus. A meta da pasta é atingir 90% da cobertura vacinal em todos os grupos.

A segunda etapa da campanha, iniciada em março, também será focada na imunização da dose monovalente contra a Covid (com proteção contra o vírus) para a população acima dos 12 anos. Em abril, os postos serão reforçados com doses contra a Influenza. Já em maio, começa também a atualização da caderneta de vacinação do Calendário Nacional.

“Os índices vacinais sofreram quedas drásticas nos últimos anos, agravadas com a falta de incentivo e campanha do governo passado. O Brasil vem apresentando retrocessos nesse campo e praticamente todas as coberturas vacinais estão abaixo da meta”, afirma a pasta em nota.

A secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, reforça que ainda não há previsão de reforço bivalente para a população geral, mas a possibilidade não é descartada.

– Por enquanto não temos evidências científicas de que haja ganho com essas variantes que temos até agora. Estamos acompanhando, a entrada de outras empresas no Brasil fornecendo a bivalente amplia nossa possibilidade de compra.

    Por Alice Cravo e Karolini Bandeira — Brasília

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