Aumento do consumo das famílias brasileiras contribui para crescimento de 2,9% do PIB

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Cresce a produção, cresce o PIB, gera alimento para matar a fome. Isso é o Brasil sem Fome: comida de qualidade na mesa de quem precisa”, disse o ministro Wellington Dias.

Aumento do emprego formal, da produção e, consequentemente, da renda e do consumo. O resultado foi que a soma de todos os bens e serviços produzidos pela economia nacional, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), fechou 2023 com uma alta de 2,9%, um total de R$ 10,9 trilhões.

Já o PIB per capita, ou seja, a distribuição do valor total dividido pelo número de habitantes do país, alcançou R$ 50.194, um avanço de 2,2% em relação a 2022.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, reforçou a importância das medidas adotadas pelo governo Lula, desde janeiro de 2023, para fazer a economia crescer e garantir emprego e renda aos mais vulneráveis.

Foto: Aline Fidélix

“O presidente Lula está empenhado, com toda a equipe, junto com estados e municípios nesse trabalho da união e reconstrução, para que a economia cresça, para que abra oportunidades, mais emprego, mais renda e cuidando de modo especial de quem mais precisa”, frisou o titular do MDS.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) que o número divulgado nesta sexta é bem maior do que o originalmente previsto pelo mercado e por especialistas no início de 2023, quando assumiu o terceiro mandato.

“Vocês se lembram de que a previsão de alguns era 0,9%? Crescemos bem mais do que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos”, afirmou o presidente Lula.

Os dados do PIB foram divulgados nesta sexta-feira (1º.03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grande destaque foi a atividade agropecuária, que cresceu 15,1% de 2022 para 2023. Outros avanços importantes foram no setor de serviços (2,4%) e na indústria (1,6%).

Consumo

Outro destaque no crescimento econômico do país está relacionado ao aumento do consumo das famílias, que teve um avanço de 3,1% em relação a 2022.

“Cresce a produção, cresce o PIB, gera alimento para matar a fome. Isso é o Brasil sem Fome: comida de qualidade na mesa de quem precisa. Isso, também faz aumentar a renda, por consequência, estamos comemorando hoje o crescimento do PIB do ano passado”, prosseguiu o ministro Wellington Dias.

Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis explicou que o resultado tem influência da melhora das condições do mercado de trabalho, com aumento da ocupação, da massa salarial real, além do arrefecimento da inflação.

“Os programas de transferência de renda do governo colaboraram de maneira importante no crescimento do consumo das famílias, especialmente em alimentação e produtos essenciais não duráveis”, completou Rebeca Palis.

A pesquisa “Cash Transfers and Formal Labour Markets – Evidence from Brazil“, do Banco Mundial e divulgada no último semestre de 2023, avaliou o impacto do Bolsa Família na atividade econômica local.

De acordo com o estudo, além de combater a pobreza, o programa tem efeitos multiplicadores pelo estímulo que dá à demanda local e ao emprego, inclusive de não beneficiários. 

Nos lugares onde o Bolsa Família se expandiu de forma mais consolidada, houve aumento maior do consumo, dos empregos, do número de contas bancárias e da arrecadação de impostos. A cada dólar investido no programa, são gerados outros 2,16 na economia.

Em 2023, o Bolsa Família foi reestruturado, recuperando o conceito de valorização da composição familiar. O maior programa de transferência de renda da história do Brasil, alcançou os patamares mais elevados de sua trajetória no ano passado.

Em média, 21,3 milhões de famílias foram contempladas por mês, o que representa 10,93% de crescimento em relação a 2022. O investimento federal também registrou o maior volume de recursos desde o início do programa: foram R$ 14,1 bilhões em média, a cada folha de pagamento.

O valor médio repassado às famílias ao longo do ano foi de R$ 670,36, chegando a atingir R$ 721,88, também os maiores patamares já alcançados.

Emprego

Na quinta-feira, o IBGE havia divulgado que o Brasil registrou a menor taxa de desemprego desde 2015 no trimestre encerrado em janeiro de 2024. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o país registrou 7,6% de desocupação.

O número mostra estabilidade em relação ao trimestre anterior (agosto a outubro de 2023) e simboliza a menor taxa para o trimestre estudado desde os 6,9% registrados entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

A população ocupada do país chegou a 100,6 milhões de trabalhadores, com altas de 0,4% (mais 387 mil pessoas) frente ao último trimestre comparável e de 2% (mais 1,957 milhão de pessoas) no ano.

Assessoria de Comunicação – MDS, com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

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