Ao lado de Janja, Wellington Dias debate políticas em apoio à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

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Ministro convidou representantes de governos, parceiros da sociedade civil, fundações, instituições multilaterais e de pesquisa presentes no evento em Nova York a aderir à proposta

luta contra a fome não é apenas uma questão técnica, mas um direito humano. Não podemos construir um mundo melhor quando as crianças, que são o futuro das nossas comunidades, estão com fome”. Com essas palavras, a jovem Emanuella, de Gana, membro da World Vision Children´s Advisory Groups, abriu os debates do evento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, nesta quarta-feira (25.09), em Nova York.

O encontro, que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias e da primeira-dama, Janja Lula da Silva, buscou discutir a ampliação de políticas eficientes para atingir os ODS 1 e 2, em apoio à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Entre os convidados, estiveram  representantes de governos, parceiros da sociedade civil, fundações, instituições multilaterais e de pesquisa.

No evento, o titular do MDS  salientou o trabalho da sociedade civil organizada por mais justiça social no Brasil. “Foi a partir do empenho, das propostas, da vigilância permanente da sociedade civil que conseguimos implementar iniciativas tão exitosas como o Programa Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa Cisternas”, lembrou o ministro Wellington Dias. 

Aliado a esse empenho da sociedade, o ministro destacou a importância de haver uma decisão política e enfatizou resultados positivos. “Os dados do relatório SOFI mostraram que, em apenas um ano de governo, 14,7 milhões de brasileiros e brasileiras deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa já caiu 85%, esperamos muito em breve sair do Mapa da Fome de novo”, completou.

Em seguida, tratou da Aliança Global, proposta acordada no G20 para ampliar a adoção de programas nacionais bem-sucedidos, em larga escala, para acabar com a fome e a pobreza no mundo.“Embora tenha sido gestada no G20, a Aliança é para todos que dela queiram participar. É o resgate dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, explicou, ao convidar os presentes a aderirem à proposta.   

A primeira-dama, Janja Lula da Silva explicou que foi, diante da existência de iniciativas de combate à fome fragmentadas, que o presidente Lula propôs a Aliança. “É um chamado global para unir países, instituições, especialistas e financiadores para juntar esforços e direcioná-los para expansão de políticas com resultados comprovados no combate à  fome e à pobreza”, afirmou. “É responsabilidade de todos nós trabalhar em parceria nesse momento histórico que exige ação urgente. Só coletivamente construiremos um futuro mais justo e solidário”, acrescentou. 

Apoio

Presente no debate, a ministra do Desenvolvimento Internacional da Noruega, Anne Beathe Tvinnereim, parabenizou o governo brasileiro por colocar essa questão no centro da presidência do G20 e elogiou a iniciativa. “Um aspecto importante da abordagem brasileira da Aliança é o foco na luta contra à fome combinada com a questão financeira. Enquanto debatemos combate à insegurança alimentar, discutimos como mudar a arquitetura internacional das finanças internacionais”, comentou.

O CEO da Ação da Cidadania, Kiko Afonso, fez um breve relato da ONG na luta contra a insegurança alimentar e  tratou da participação da população na construção de políticas públicas no Brasil. “Elas são debatidas com a sociedade civil, a  exemplo do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), e são elaboradas olhando para todos os participantes”, comentou. 

O evento ocorreu às margens da 79ª Assembleia Geral da ONU, que foi organizado por quatro organizações da sociedade civil – o SDG2 Advocacy Hub, a World Vision, a Ação da Cidadania e a BRAC – em parceria com o MDS.

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