O aumento no preço do trigo já começa a impactar a cadeia de alimentos e deve chegar ao consumidor nas próximas semanas. A valorização do grão pressiona diretamente a produção de farinha, insumo básico de itens como pão francês, macarrão e biscoitos.
Nos principais estados produtores, a tonelada do trigo tem sido negociada entre R$ 1.200 e R$ 1.400. Já o produto importado, utilizado para complementar a demanda interna, supera R$ 1.700, elevando os custos para moinhos e indústrias alimentícias.

Com a alta, o setor projeta reajuste entre 5% e 10% no preço da farinha a partir de abril. O pão francês deve ser um dos primeiros produtos a registrar aumento, seguido por massas e biscoitos, que também dependem diretamente da matéria-prima.
A pressão sobre os preços é resultado de uma combinação de fatores. A entressafra reduz a oferta no mercado interno, enquanto problemas climáticos em países produtores afetam a disponibilidade global. A valorização do dólar encarece as importações, e os custos com transporte, energia e insumos também seguem elevados.
Sem previsão de aumento na oferta no curto prazo, o mercado trabalha com a continuidade dessa tendência de alta. O cenário indica que os reajustes devem ser repassados gradualmente ao consumidor, impactando produtos presentes na rotina alimentar dos brasileiros.





