Fruzaqla (fruquintinibe) é indicado para pacientes adultos que já passaram por tratamentos anteriores contra a doença.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (31) o registro do Fruzaqla (fruquintinibe), novo medicamento indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático que já receberam terapias anteriores.
O câncer colorretal metastático ocorre quando a doença, inicialmente localizada no cólon ou no reto, se espalha para outras partes do organismo.

Segundo a Anvisa, o medicamento é indicado para pacientes previamente tratados com quimioterapia à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, além de terapia anti-VEGF. Nos casos de pacientes com RAS do tipo selvagem e quando clinicamente apropriado, a indicação considera também tratamento anterior com terapia anti-EGFR.
A agência informou que o estudo utilizado para comprovar a eficácia do medicamento apresentou benefício clínico significativo entre pacientes que já haviam recebido tratamentos contra o câncer colorretal metastático. Os resultados apontaram aumento estatisticamente significativo tanto da sobrevida global quanto da sobrevida livre de progressão da doença em comparação ao placebo associado ao melhor cuidado de suporte.
Como o medicamento age
O fruquintinibe atua bloqueando especificamente os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3. Esses receptores participam da ação do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), relacionado à formação de novos vasos sanguíneos.
Os tumores dependem desses vasos para receber sangue, oxigênio e nutrientes necessários ao crescimento. Ao bloquear essa via, o medicamento reduz a formação de novos vasos sanguíneos que abastecem o tumor, contribuindo para controlar a progressão da doença.
Dados do estudo internacional de fase 3 FRESCO-2, citado pelas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) de 2026, apontaram mediana de sobrevida global de 7,4 meses entre os pacientes tratados com fruquintinibe, ante 4,8 meses no grupo que recebeu placebo. A sobrevida livre de progressão foi de 3,7 meses, contra 1,8 mês, respectivamente.
Até então, as próprias diretrizes brasileiras citavam o fruquintinibe como uma opção ainda não aprovada no país. Com a decisão da Anvisa publicada nesta segunda-feira, o medicamento passa a contar com registro no Brasil para a indicação autorizada.
A aprovação consta na Resolução nº 3.416/2026, publicada no Diário Oficial da União.





