Empresários bolsonaristas defendem no WhatsApp um golpe de Estado caso Lula seja eleito presidente; veja prints

-

Apoiadores de Jair Bolsonaro atacam STF, TSE e defendem ruptura em caso de vitória de Lula.

Os jornalistas Guilherme Amado, Bruna Lima e Edoardo Ghirotto do portal Metrópoles, iniciaram hoje a publicação de uma série de reportagens revelando que empresários bolsonaristas apoiadores de Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente um golpe de Estado caso Lula seja eleito em outubro.

A primeira reportagem divulgada na coluna de Guilherme Amado na tarde desta 4ª feira fala da possibilidade de ruptura democrática como o ponto máximo de uma escalada de radicalismo que dá o tom do grupo de WhatsApp Empresários & Política, criado no ano passado e cujas trocas de mensagens vêm sendo acompanhadas há meses pela coluna.

A defesa explícita de um golpe, feita por alguns integrantes, se soma a uma postura comum a quase todos: ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a quaisquer pessoas ou instituições que se oponham ao ímpeto autoritário de Jair Bolsonaro. O grupo, cujos bastidores serão contados pelas próximas reportagens, reúne grandes empresários de diversas partes do país, como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii.

José Koury, proprietário do shopping Barra World e com extensa atuação no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, foi quem abordou o tema, ao dizer que preferia uma ruptura à volta do PT. Koury defendeu ainda que o Brasil voltar a ser uma ditadura não impediria o país de receber investimentos externos. “Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil. Como fazem com várias ditaduras pelo mundo”, publicou.

A discussão sobre o tema havia começado às 17h23 daquele dia, após postagem de Ivan Wrobel, proprietário da W3 Engenharia, construtora especializada em imóveis de alto padrão, principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao se apresentar ao grupo, Wrobel disse ser eleitor de Bolsonaro desde o segundo mandato do ex-capitão na Câmara dos Deputados :“Quero ver se o STF tem coragem de fraudar as eleições após um desfile militar na Av. Atlântica com as tropas aplaudidas pelo público”, publicou. O ato na Avenida Atlântica, em Copacabana, está previsto para o Sete de Setembro, e de fato terá um desfile militar, com presença do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

A mesma visão sobre o aspecto simbólico do desfile militar na orla de Copacabana foi compartilhada pelo médico gaúcho Marco Aurélio Raymundo, conhecido como Morongo e dono da rede de lojas Mormaii, uma das principais marcas de surfwear do país. “O 7 de setembro está sendo programado para unir o povo e o Exército e ao mesmo tempo deixar claro de que lado o Exército está. Estratégia top e o palco será o Rio. A cidade ícone brasileira no exterior. Vai deixar muito claro”, escreveu.

Morongo é um dos empresários com visões mais extremistas no grupo e defende que o Brasil está em guerra contra os adversários de Bolsonaro. Ao responder à defesa do golpe feita por Koury, o dono do shopping Barra World, Morongo escreveu três mensagens consecutivas.

“Golpe foi soltar o presidiário!!!

Golpe é o ‘supremo’ agir fora da constituição!

Golpe é a velha mídia só falar merda”.

O empresário Afrânio Barreira, dono do Grupo Coco Bambu e eleitor público de Bolsonaro, também respondeu à mensagem de Koury, com a figurinha de um rapaz aplaudindo. A rede de restaurantes, fundada em 2001 por Barreira, tem faturamento superior a R$ 1 bilhão anual e 64 lojas em funcionamento no país. Mais à noite, no mesmo dia da mensagem pró-golpe de Koury, o empresário André Tissot, do Grupo Sierra, empresa gaúcha especializada na venda de móveis de luxo, defendeu que uma intervenção deveria ter ocorrido há mais tempo.

“O golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo.

[Em] 2019 teríamos ganhado outros 10 anos a mais”, publicou.

As informações são do Metrópoles

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Posts Recentes

Ministério Público apura contrato de assessoria jurídica de R$ 78 mil firmado pela Prefeitura de Bertolínia

O Ministério Público do Piauí (MPPI) instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na contratação direta de um escritório...

De prefeito em prefeito, Júlio César amplia base municipal na corrida pelo Senado

Apoios atravessam partidos e reforçam uma das principais marcas da trajetória política do candidato do PSD: a relação com...

Arara-vermelha é resgatada após ser encontrada debilitada em rua de Luís Correia

Ave estava impossibilitada de voar e foi encontrada por um morador na Avenida Piauí, no litoral do Piauí Uma arara-vermelha...

Corpo de homem é encontrado debaixo da Ponte Metálica em Teresina

O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado na tarde desta quinta-feira (17), no Rio Parnaíba, debaixo...

Nove municípios concentram 80% da produção agrícola do Piauí; veja quais lideram

Baixa Grande do Ribeiro responde sozinho por quase um quarto do valor produzido no estado; Uruçuí também aparece entre...

De Júlio César a “Julim”: campanha aposta em proximidade, leveza e força política

Apoio de Lula, presença nos municípios e uma comunicação mais espontânea marcam a candidatura do PSD, que aparece em...

Mais da metade das rodovias no Piauí apresentam problemas, diz relatório da CNT

Cerca de 53,3% da malha rodoviária pavimentada no estado...

TRE-PI recebe 1300 novas urnas eletrônicas para as Eleições 2022

Ainda está prevista a entrega de mais 1.870 urnas...

Você também pode gostar
Recomendado para você