O novo pacote de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu um antigo debate no setor têxtil brasileiro. Diante do cenário de maior pressão sobre a indústria nacional, empresários voltaram a defender a retomada da chamada taxa das blusinhas, que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50.

A cobrança, equivalente a 20% sobre produtos importados adquiridos em plataformas estrangeiras, foi suspensa pelo governo federal em maio deste ano por meio de uma medida provisória. Desde então, segundo representantes da indústria, consumidores voltaram a priorizar compras em sites internacionais, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.
Na avaliação do setor, o fim da tributação coincidiu com um momento de instabilidade para a indústria têxtil, que agora também enfrenta os impactos das novas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, afirmou que a combinação dos dois fatores agravou a situação das empresas do segmento.
“Como diz um ditado mineiro, não basta a queda, ainda temos que levar o coice”, declarou.
Segundo Pimentel, representantes da indústria já solicitaram ao governo federal o restabelecimento da taxa sobre compras internacionais de pequeno valor. Além disso, o setor também atua junto ao Congresso Nacional para impedir o avanço da medida provisória que suspendeu a cobrança.
Para os empresários, a retomada da tributação é vista como uma forma de equilibrar a concorrência entre os produtos importados e a produção nacional em um momento de desafios para a indústria brasileira.





