Lula lança em Teresina o Plano Brasil Sem Fome; Piauí é o primeiro estado a aderir

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Presidente assinou decreto que estabelece o Programa Brasil Sem Fome e o governador Rafael Fonteles assinou a adesão do Piauí ao Plano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou na tarde desta quinta-feira (31), em Teresina, o Plano Brasil Sem Fome, que tem por objetivo tirar o Brasil do mapa da fome até 2030. Em solenidade no Theresina Hall, ao lado do governador Rafael Fonteles e do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, o presidente assinou os decretos que cria e que regulamenta o Brasil Sem Fome e o também o decreto de convocação da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar.

No mesmo ato, o governador Rafael Fonteles assinou a adesão do Piauí ao Plano Brasil Sem Fome. O evento contou com a presença de diversos ministros. O Plano contém mais de 100 metas e propostas de 24 ministérios, que compõem a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

O Piauí é o primeiro estado a aderir ao Plano Brasil Sem Fome, que abrange 32 outros programas, incluindo o Bolsa Família. A finalidade é a transferência de renda para que as famílias possam comprar a alimentação de qualidade e o dinheiro circular na economia. O projeto de combate à fome tem como novidade o estímulo à produção.

No evento, Rafael Fonteles agradeceu ao presidente por ter escolhido o Piauí para lançar o Programa. “Que bom que o senhor escolheu o nosso estado para lançar este plano”, disse, convidando o presidente para voltar ao Piauí no dia 13 de dezembro para a inauguração do Porto de Luís Correia, uma obra que promete ser o grande corredor para exportação do Piauí.

Rafael destacou que o Piauí é exemplo em políticas públicas e hoje tem a maior renda per capita entre os nove estados do Nordeste. Lembrou ainda que pela 5ª vez seguida o Piauí é o estado que mais gerou empregos no Nordeste, ficando em segundo lugar no Brasil no acumulado do ano, de acordo com relatório do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

BRASIL SEM FOME NÃO É SÓ COMIDA – O presidente Lula destacou a importância do Programa Brasil Sem Fome, ressaltando que o programa não é só comida, mas também, trabalho, moradia, dignidade, acesso à saúde, à educação, à cultura e a água tratada. “O Brasil é um país rico, tem muita terra, conhecimento científico, tecnológico, genética. É o terceiro produtor de grão do mundo, primeiro do mundo na produção de proteína e não justifica ter 33 milhões de pessoas passando fome”, observou.

No seu discurso, Lula defendeu melhor distribuição das riquezas do país. “Tenho obsessão em acabar com a fome, garantir estudo e garantir as condições para o pobre ter uma vida digna”, afirmou o presidente, que encerrou sua fala, destacando a gestão do governador Rafael Fonteles em trabalhar para dinamizar a economia e garantir o desenvolvimento do estado em todos os setores.

Eixos do Plano Brasil Sem Fome

O ministro Wellington Dias explicou os principais eixos do programa que visa garantir acesso à renda, ao trabalho e à cidadania; alimentação saudável e adequada; e mobilização para o combate à fome. “São 24 ministérios atuando integrados com prefeitos e vamos trabalhar pactuação para planejar cada um dos estados, planejar cada território e cada município, olhando a realidade de cada brasileiro”, explica o ministro.

Segundo o ministro, 19 estados já manifestaram o compromisso de integrar o Plano Brasil Fome e destacou que a equipe do MDS vai viajar em cada estado com a Caravana Brasil Sem Fome, pactuando com governadores, prefeitos, empresários e trabalhadores, integrado com a bancada. “São novos rumos na política de combate à fome no Brasil”, diz.

Os ministérios atuarão em conjunto para atingir as metas de acabar com a fome até 2030, reduzir a cada ano as taxas totais de pobreza e reduzir a menos de 5% o percentual de domicílios em insegurança alimentar grave. Para alcançar essas três metas, o Plano Brasil Sem Fome adotou como estratégias o aumento da renda para compra de alimentos, inclusão das pessoas em políticas de proteção social, ampliação da produção de alimentos saudáveis e mobilização da sociedade e de demais poderes e entes federais para erradicação da fome.

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