Ministério Público abre investigação contra Tatiana Medeiros por “rachadinha” e nepotismo

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Procedimento foi instaurado pela 34ª Promotoria de Justiça em 16 de setembro e se refere ao inquérito da Polícia Federal, que aponta irregularidade envolvendo a vereadora e seus familiares.

O Ministério Público do Piauí, por meio da 34ª Promotoria de Justiça, instaurou procedimento de investigação contra a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) pelos crimes de “rachadinha” e nepotismo. O documento foi publicado no dia 16 de setembro. O procedimento foi instaurado a partir de elementos oriundos de um inquérito policial da Polícia Federal, que apontam indícios de diversas irregularidades envolvendo a vereadora, sua família e pessoas próximas.

Ministério Público abre investigação contra Tatiana Medeiros por “rachadinha” e nepotismo

Entre as principais irregularidades apuradas pelo Ministério Público estão nepotismo cruzado e favorecimento de parentes, inclusive com nomeações em órgãos públicos, utilização de estrutura pública para cumprir promessas de campanha, o que é vedado pela legislação, esquema de rachadinha, em que um servidor nomeado repassa pare ou a totalidade de seu salário ao político que o indicou.

Segundo o MPPI, o padrasto de Tatiana Medeiros, Stênio Ferreira Santos, seria operador financeira dela e estaria repassando o salário integral à parlamentar, mesmo ocupando cargos públicos.

O procedimento apura, também, financiamento ilícito de campanha. A suspeita é de que o companheiro da vereadora, Alandilson Cardoso Passos, que teria ligação com uma facção criminosa em Teresina, teria financiado parte da campanha dela com recursos ilícitos. Além disso, há indícios de movimentações bancárias atípicas, incluindo o aumento de mais de 230% na conta do padrasto de Tatiana no ano eleitoral.

Suposta compra de votos também é investigada. Há indícios, segundo o MPPI, de que valores de R$ 100 foram transferidos via Pix a eleitores através da irmã da vereadora no dia anterior às eleições de 2024. O Ministério Público apura, ainda, desvio de finalidade. O Instituto Vamos Juntos, pertencente à vereadora, teria sido usado indevidamente como parte do esquema.

Além de Tatiana Medeiros, o procedimento do Ministério Público abre investigação também contra o padrasto dela Stênio Ferreira Santos, e Lucas de Carvalho Dias Sena, cunhado da vereadora. O documento é assinado pelo titular da 34ª Promotoria de Justiça do Piauí, Flávio Teixeira de Abreu Júnior.

Tatiana já havia sido indiciada anteriormente pela Polícia Federal por esquema de rachadinha e fraudes eleitorais. Ela, a mãe, o padrasto e funcionários de sua ONG foral alvos da Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal, que investigava suposto esquema de compra de votos e financiamento de campanha eleitoral com recursos oriundos do crime organizado. Tatiana foi presa em abril, mas hoje cumpre prisão domiciliar por conta de seu estado de saúde.

Afastada do cargo, ela teve sua cadeira na Câmara Municipal de Teresina ocupada pelo suplente, o vereador Leôndidas Júnior.

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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