O Sindicato denuncia repasse parcial e aumento de outros combustíveis após corte da Petrobras.
A Petrobras anunciou, há três dias, uma redução de 4,9% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com o reajuste, o valor médio passou a ser de R$ 2,71 por litro, o que representa queda de R$ 0,14. Porém, segundo o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, o corte ainda não chegou integralmente aos consumidores porque as distribuidoras não repassaram o desconto como esperado.

Tavares explica que, devido à mistura obrigatória de 30% etanol e 70% gasolina, que forma a gasolina tipo C distribuída nos postos, o preço final ao consumidor deveria ter sido reduzido em R$ 0,10. No entanto, o sindicato aponta que as distribuidoras aplicaram apenas R$ 0,04 de desconto e, simultaneamente, elevaram em R$ 0,03 os preços do diesel e do etanol, o que, segundo ele, não tem justificativa. “Reafirmamos que a Petrobras não fez reajuste neste diesel”, ressaltou.
O representante do setor alertou revendedores e consumidores para acompanharem atentamente os preços praticados, com o objetivo de garantir que a redução chegue de fato às bombas. Ele também cobrou fiscalização e transparência na formação dos preços.
De acordo com a Petrobras, esta é a segunda redução de gasolina realizada em 2025. No acumulado do ano, o corte chega a R$ 0,31 por litro, ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, a queda total para as distribuidoras é de R$ 0,36 por litro. Considerando a inflação do período, a redução real alcança 22,4%.
Para o diesel, a estatal informou que está mantendo os preços no momento. Contudo, desde março de 2025 foram realizadas três reduções. Desde dezembro de 2022, o preço do combustível vendido às distribuidoras recuou, em termos reais, 35,9%.
Com informações do Correio Brasiliense







