Número representa 41,52% das cidades piauienses; programa estadual acompanha o encerramento de lixões e a recuperação de áreas degradadas.
O Piauí chegou a 93 municípios com lixões encerrados, o equivalente a 41,52% das 224 cidades do estado. Os dados foram atualizados em novembro pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que coordena as ações de fiscalização e acompanhamento da destinação de resíduos sólidos.
O trabalho faz parte do programa Piauí Zero Lixões, desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o Ministério Público do Piauí (MPPI) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). A iniciativa busca apoiar os municípios no encerramento dos lixões, na recuperação das áreas degradadas e na adoção de alternativas adequadas para o descarte do lixo.

Para ampliar o número de municípios atendidos, a Semarh intensificou as orientações técnicas às prefeituras, as fiscalizações e o acompanhamento das estruturas de destinação de resíduos. A secretaria também atua no licenciamento ambiental de novos aterros sanitários.
Em outubro, equipes técnicas realizaram vistorias nos municípios de Floriano, João Costa, São José do Piauí, Cocal dos Alves e Cabeceiras do Piauí. As visitas fazem parte de uma etapa do programa iniciada em setembro de 2026 e têm como finalidade avaliar as condições ambientais das áreas utilizadas para o descarte de resíduos e identificar as medidas necessárias para sua recuperação.
Segundo a gerente de Monitoramento e Desempenho Ambiental da Semarh, Catharina Teixeira, as inspeções permitem identificar os problemas enfrentados pelas prefeituras e orientar a adoção de soluções específicas para cada município.
“Essas vistorias são fundamentais para conhecermos de perto a realidade dos municípios e identificarmos as medidas necessárias para avançar na recuperação das áreas degradadas por antigos lixões. Nosso trabalho busca orientar tecnicamente as prefeituras, propor soluções adequadas às condições de cada localidade e fortalecer iniciativas como a coleta seletiva e a inclusão dos catadores de materiais recicláveis”, explicou.

Além do encerramento dos lixões, o programa prevê o aperfeiçoamento dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), o incentivo à coleta seletiva e a participação de cooperativas e associações de catadores na gestão dos resíduos. As medidas também buscam reduzir a emissão de metano, gás produzido durante a decomposição de matéria orgânica.
A destinação adequada do lixo está entre os critérios considerados na concessão do Selo A do ICMS Ecológico, mecanismo que reconhece municípios pelo cumprimento de exigências ambientais. Atualmente, o Piauí possui cerca de nove aterros sanitários licenciados e acompanhados pela Semarh.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Feliphe Araújo, afirmou que a participação das prefeituras e dos órgãos de controle é necessária para ampliar o alcance do programa.
“O Piauí Zero Lixões é uma iniciativa estratégica para apoiar os municípios na superação dos desafios ambientais, promover a destinação adequada dos resíduos e recuperar áreas degradadas. Estamos trabalhando em parceria com as prefeituras e demais instituições para fortalecer a coleta seletiva, reduzir as emissões de metano e construir soluções sustentáveis para todo o estado”, afirmou.
Com 93 municípios que já encerraram seus lixões, o Piauí ainda tem 131 cidades fora desse levantamento. A continuidade do programa depende da implantação de sistemas adequados de destinação dos resíduos, da recuperação das antigas áreas de descarte e do acompanhamento das medidas adotadas pelas administrações municipais.





