A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (4), uma operação contra a proprietária de uma clínica de estética em Teresina, suspeita de comercializar irregularmente medicamentos utilizados para emagrecimento. A empresária Poliana Barbosa foi alvo de mandado de busca e apreensão após investigações apontarem que o estabelecimento era utilizado para a venda clandestina dos produtos.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias anônimas encaminhadas aos canais oficiais da corporação. As informações indicavam a existência de um esquema de comercialização irregular de medicamentos. Com base nos indícios reunidos durante as apurações, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um condomínio localizado na zona Leste da capital.
Durante a operação, os policiais apreenderam caixas de isopor, seringas, ampolas e substâncias destinadas ao emagrecimento, além de outros materiais utilizados para armazenamento e aplicação dos medicamentos. Todo o material recolhido será submetido à perícia para verificar a composição, a procedência e a regularidade sanitária dos produtos.
Segundo as investigações, a clínica era utilizada como ponto de comercialização dos medicamentos. A empresária, que é acadêmica de um curso da área da saúde, foi autuada por crime contra a saúde pública, conforme o artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
A Polícia Civil esclareceu que as pessoas que apenas adquiriram ou utilizaram os medicamentos não respondem criminalmente pela compra. A responsabilização recai sobre quem comercializa os produtos de forma ilegal, prática cuja pena pode variar de 10 a 15 anos de prisão.
A corporação informou ainda que a operação foi resultado de um trabalho integrado entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e outros órgãos de segurança pública. Além disso, revelou que outras investigações sobre a venda clandestina de medicamentos estão em andamento no estado, incluindo um caso apurado no município de São Raimundo Nonato.





