G13 Vice da Câmara diz que povo precisa de 'vacina,...

Vice da Câmara diz que povo precisa de ‘vacina, não de armas’ e acredita que polêmica vai parar no STF

-

Eleito para o posto na chapa de Arthur Lira, que é aliado do Palácio do Planalto, Marcelo Ramos critica decretos editados por Bolsonaro para flexibilizar regras de compra e uso de armas de fogo pela população.

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), acredita que a decisão do presidente Bolsonaro que ampliou e facilitou o acesso da população a armas será barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos

Ramos, que foi eleito vice da Câmara na chapa do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aliado do Palácio do Planalto, afirmou ao blog que não está falando pela instituição. Mas que “tem juízo” e é contra “conteúdo e forma” da decisão de “armar a população”.

Ao blog, ele disse que há “um uso da questão do CACs [sigla para colecionadores, atiradores e caçadores] para dissimular o desejo de armar a população”. “O povo não precisa de arma, precisa de vacina”, afirmou.

Leia mais

Na última sexta-feira (12), o presidente da República assinou quatro decretos que modificam atos anteriores editados por ele mesmo, como mostra o vídeo abaixo. A flexibilização no uso e na compra de armas foi uma das principais promessas de campanha do presidente e uma das principais causas defendidas por ele ao longo do mandato.

Decretos são atos do presidente da República que devem regulamentar leis. Por isso, não passam pela aprovação do Congresso. No caso, Bolsonaro afirma que está regulamentando o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003. As novas regras passam a valer em 60 dias.

“Acho que esta história vai acabar sendo resolvida pelo STF, cada vez mais estamos transferindo as questões legislativas para a Corte”, critica Marcelo Ramos.

Entre outros pontos, os decretos:

  • aumentam o número de armas que um cidadão comum pode adquirir;
  • ampliam o número de categorias profissionais que têm direito a comprar armas e munições controladas pelo Exército;
  • flexibilizam a comprovação de aptidão psicológica para colecionadores, atiradores e caçadores (CACs);
  • mudam as regras de munição e armas para os CACs.

Os novos decretos de Bolsonaro sobre armas também foram alvos de críticas de entidades da área de segurança pública.

No domingo (14), nas redes sociais, Ramos disse que Bolsonaro exacerbou sua competência e que o presidente pode discutir sua pretensão, mas encaminhando projeto de lei à Câmara.

Por Andréia Sadi

Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Posts Recentes

Compositor pede prisão preventiva do cantor Wesley Safadão por plágio

Segundo o colunista Leo Dias, além de o cantor estar sendo processado pelo suposto plágio da faixa Vaqueirinha Maltrata...

Piauí recebe mais 32.400 doses e continuará vacinação dos idosos de 80 a 84 anos

O Ministério da Saúde enviou a primeira e a segunda dose dos imunizantes. O Piauí recebeu mais 32.400 doses da...

Senado aprova PEC do Auxílio Emergencial em primeiro turno

Votação do segundo turno da PEC foi convocada para esta quinta às 11h. O Senado aprovou na noite da quarta-feira,...

Google muda modelo de publicidade e evita usar histórico individual de navegação

A mudança é consequência direta de uma medida revelada pela companhia em 2020, quando anunciou a intenção de eliminar...

Brasil registra 1.910 mortes por Covid-19 em 24h e bate novo recorde

Com isso, chega a 259.271 o número total de vidas perdidas no País. O Ministério da Saúde registrou nesta quarta-feira...

Decreto de Wellington Dias é prorrogado até 15 de março e toque de recolher será a partir das 22 horas

No final de semana, permanece como o decreto vigente, com os lockdowns parciais, em funcionamento apenas os serviços essenciais. O...

Posts Recomendados