Sem recursos, governo confirma que não haverá Censo Demográfico em 2021

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Censo demográfico estava inicialmente previsto para 2020, mas foi adiado por causa da pandemia.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse nesta sexta-feira (23), que o Censo Demográfico não será realizado em 2021. O motivo, segundo ele, é a falta de recursos previstos no Orçamento.

“Não há previsão orçamentária para o Censo. Portanto, ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo deste ano, em particular a partir de decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentária”, disse a jornalistas no Palácio do Planalto.

Responsável pelo Censo Demográfico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já havia decidido em abril suspender as provas do processo seletivo para recenseadores e agentes censitários que trabalhariam na pesquisa –inicialmente prevista para ser realizada em 2020, mas adiada por causa da pandemia.

A decisão foi tomada depois de cortes dos recursos previstos no Orçamento da União para a realização do Censo, quando o Congresso reduziu o valor previsto para a pesquisa de R$ 2 bilhões para R$ 71 milhões.

As razões do adiamento foram colocadas no momento em que o Censo não teve o recurso alocado no processo orçamentário”, disse Waldery.

ORÇAMENTO “EXEQUÍVEL”

Rodrigues disse na entrevista que o Orçamento de 2021, da maneira como foi sancionado, é “exequível”. Segundo ele, não há risco de ‘shutdown’, termo mais conhecido para a paralisação da máquina pública.

“Da maneira como foi colocada, nós teremos, com os instrumentos enviados ontem, a possibilidade de análise da dinâmica orçamentária ao longo do ano e entendemos que neste momento não corremos riscos de termos parada em nenhum dos ministérios”.

Participaram da entrevista a jornalistas:

  • Bruno Grossi (secretário especial de Relações Governamentais);
  • George Soares (secretário de Orçamento Federal);
  • Waldery Rodrigues (secretário especial da Fazenda); e
  • Bruno Funchal (secretário do Tesouro Nacional).

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nessa 5ª feira (22.abr), com vetos parciais, o Orçamento. Foi o capítulo final de um processo em que se evitou impor uma dura derrota ao ministro Paulo Guedes, mas do qual ele sai desgastado. O chefe da pasta da Economia chegou a defender o veto integral do texto, mas passou a considerá-lo “exequível” depois de o Congresso aprovar um projeto de alívio de R$ 9 bilhões.

Com informações do Poder 360

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Posts Recentes

Resultado da chamada regular do Sisu 2026 é divulgado hoje; veja como consultar

Programa seleciona alunos para o primeiro e o segundo semestres letivos deste ano. Edição conta com 274,8 mil vagas...

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Indústria, construção e centrais sindicais criticam decisão do Copom A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central...

Prefeito de Cajueiro da Praia desmente Fábio Novo e mantém apoio a Ciro Nogueira

O prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro, desmentiu as declarações de Fábio Novo (PT) de que “votaria com...

Banco Central mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida

Taxa Selic está no maior nível em quase 20 anos Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco...
spot_img

Rally Piocerá/Cerapió chega em Teresina na próxima sexta (30)

A competição deve movimentar cerca de R$ 8 milhões na economia dos municípios por onde passa, segundo estimativas baseadas...

Júlio César diz que PSD no Piauí seguirá com Lula apesar da filiação de Caiado

O deputado federal Júlio César, presidente estadual do PSD e pré-candidato ao Senado , afirmou que a filiação do...
spot_img

Posts Recomendados