Brasil já identificou 93 variantes de Covid-19 em solo nacional

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Entre elas, quatro foram classificadas como preocupantes pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Brasil já identificou 93 variantes do coronavírus em pacientes com a Covid-19 no Brasil. São Paulo é a unidade federativa com a maior quantidade já analisada, são 35 variedades diferentes. Na outra ponta, estão Rondônia, Roraima, o Amapá, Piauí, e Tocantins, com seis linhagens diferentes identificadas.

Dentro das linhagens do vírus encontradas no Brasil, estão todas as quatro que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como preocupantes. As informações são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foram analisadas pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles.

As variantes do coronavírus surgem à medida que o organismo se multiplica, o que acontece quando ele infecta uma pessoa. Nesse processo, mutações aleatórias acontecem no código genético do vírus. É assim que surgem as variantes. É por isso que quanto mais gente pegar a doença, maior a probabilidade de surgir uma nova linhagem da doença. Essas linhagens podem perdurar ou desaparecer, já que elas não são necessariamente mais perigosas do que a que originou a mutação.

Na lista a seguir estão todas as variantes já encontradas no Brasil e os estados onde elas foram identificadas:

P.224

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Rondônia’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’, ‘Tocantins’

B.1.1.3324

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Rondônia’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’, ‘Tocantins’

P.123

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Rondônia’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’, ‘Tocantins’

B.1.1.2823

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’, ‘Tocantins’

B.1.118

Acre’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Goiás’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’

N.918

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rondônia’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’

B.1.1.714

Bahia’, ‘Distrito Federal’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Mato Grosso’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’

P.1.214

Alagoas’, ‘Bahia’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Maranhão’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’

B.114

Acre’, ‘Bahia’, ‘Ceará’, ‘Distrito Federal’, ‘Goiás’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Paraná’, ‘Pernambuco’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Santa Catarina’, ‘Sergipe’

B.1.21213

Acre’, ‘Amazonas’, ‘Ceará’, ‘Mato Grosso do Sul’, ‘Minas Gerais’, ‘Pará’, ‘Paraíba’, ‘Pernambuco’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Rondônia’, ‘São Paulo’, ‘Sergipe’

P.1.110

Acre’, ‘Alagoas’, ‘Amazonas’, ‘Espírito Santo’, ‘Goiás’, ‘Minas Gerais’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’

B.1.17

Alagoas’, ‘Ceará’, ‘Espírito Santo’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso’, ‘Paraíba’, ‘Tocantins’

B.17

Amazonas’, ‘Bahia’, ‘Minas Gerais’, ‘Pernambuco’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘São Paulo’

B.1.1.286

Alagoas’, ‘Espírito Santo’, ‘Maranhão’, ‘Mato Grosso’, ‘Pará’, ‘Rondônia’

B.1.1956

Amazonas’, ‘Paraná’, ‘Rio Grande do Norte’, ‘Rio Grande do Sul’, ‘Santa Catarina’, ‘São Paulo’

Devido à incerteza envolvida no processo, a comunidade científica acompanha o surgimento de variantes e tenta descobrir se elas representam novas ameaças para a humanidade. Hoje, a OMS lista quatro variantes preocupantes, todas já registradas no Brasil.

Para receber essa classificação, a nova linhagem precisa obedecer a alguns critérios. Ela deve ou aumentar a transmissibilidade ou a virulência da doença. Outro fator que pode levar a variante a ser classificada como preocupante é a sua capacidade de diminuir a efetividade das medidas adotadas para combater a enfermidade ou reduzir a eficácia de diagnósticos, vacinas ou terapias.

A Alpha, também conhecida como B.1.1.7, já foi encontrada em 14 estados. Ela foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido. A variante Beta, que engloba a B.1.351, B.1.351.2 e B.1.351.3, foi encontrada em São Paulo. Ela surgiu em maio do ano passado na África do Sul.

A terceira (Gamma, ou P1, P1.1 ou P1.2) é a variante que foi descoberta em Manaus, encontrada pela primeira vez em novembro do ano passado. Ela já foi registrada em quase todo o território nacional. De acordo com as informações da Fiocruz, apenas Mato Grosso, o Piauí e Amapá não tiveram casos da linhagem identificados.

A última variante é a Delta (ou B.1.617.2). Ela surgiu na Índia e foi encontrada pela primeira vez em outubro do ano passado. No Brasil, cinco estados já tiveram casos dela: Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

O médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Julival Ribeiro aponta quatro medidas para impedir que novas variantes cheguem ao país. “Primeiro, é necessário uma vigilância aeroportuária. As pessoas que chegam de outros países deveriam ficar de quarentena”, defende.

Em segundo lugar, ele reforça a importância das medidas de distanciamento social “que devem continuar a ser adotadas mesmo por pessoas que já foram vacinadas”. Em seguida, ele ressalta a necessidade de “fazer o estudo genômico do vírus encontrado em pessoas infectadas, para entender quais variantes estão circulando no país e como elas estão circulando”. Por fim, ele indica a ação mais importante para o combate ao coronavírus: “Vacinar, vacinar e vacinar”.

As informações são do Metrópoles

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