O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o acesso ao pembrolizumabe, medicamento usado no tratamento de vários tipos de câncer. A fabricação no Brasil será realizada após acordo entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD.
O remédio é uma imunoterapia, tratamento que estimula o sistema imunológico a combater células cancerígenas. Diferente da quimioterapia tradicional, o pembrolizumabe, quando usado sozinho, geralmente não causa queda de cabelo.

Médicos explicam que esse efeito pode ocorrer quando o medicamento é aplicado junto com sessões de quimioterapia, dependendo do protocolo indicado para cada paciente.
Hoje, o SUS já oferece o pembrolizumabe para casos de melanoma avançado não cirúrgico e metastático, tipo agressivo de câncer de pele. Cerca de 1,7 mil pacientes são atendidos por ano, segundo dados do governo federal.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avalia a ampliação do uso para outros quatro tipos de câncer: mama triplo-negativo, pulmão, esôfago e colo do útero. Se aprovado, o número de pacientes atendidos poderá chegar a 13 mil por ano.
O plano prevê transferência de tecnologia da MSD para o Butantan ao longo de dez anos. No início, o processo deve incluir etapas como envase e rotulagem. Depois, a produção completa será nacionalizada.
A medida busca ampliar a oferta do medicamento na rede pública, reduzir a dependência de importações e garantir maior regularidade no abastecimento.
Entre os efeitos colaterais mais comuns, quando utilizado isoladamente, estão cansaço, coceira na pele, diarreia e alterações na tireoide. Casos mais graves são menos frequentes e exigem acompanhamento médico.





